10.11.15 - Notícia: Estudo aponta frutas amazônicas que mantêm a pele jovem

10/11/2015

Observatórios

Pesquisa realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) com iguarias amazônicas levou ao isolamento de leveduras de onde se obtém carotenoides com ação antioxidante, que serão aplicados em fórmulas de fármacos e cosméticos com este fim.

Frutas que fazem parte do dia a dia dos amazonenses, como buriti, tucumã e pupunha, além de raízes como a mandioca, são matérias-primas naturais para a manutenção de uma pele jovem e saudável.

Um dos compostos mais usados como base das fórmulas – os carotenoides – fazem parte de pigmentos de plantas e microrganismos muito utilizados pela indústria farmacêutica devido a sua atividade pró-vitamínica A e propriedades que resultam em possíveis funções benéficas à saúde, como o fortalecimento do sistema imunológico e a diminuição do risco de doenças degenerativas, tais como o câncer, doenças cardiovasculares e a catarata.

A pesquisadora do programa RH Doutorado da Fapeam, mestre em Biotecnologia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e doutoranda em Biotecnologia Industrial pela Universidade de São Paulo (USP), Daiana Torres, é a responsável pelo projeto de pesquisa.

Segundo a pesquisadora, os carotenoides tem vasta aplicação nos setores alimentícios e farmacêuticos. “O projeto visa selecionar leveduras capazes de produzir carotenoides que possam ser utilizados como colorantes e que possuam, ainda, ação antioxidante e/ou atividade provitamina A e, portanto, com vasta aplicação nos setores alimentícios e farmacêuticos”, disse Daiana Torres.

O resultado final é a fabricação desse produto e a sua comercialização.  “Sempre que se trabalha em um processo biotecnológico, pensa-se em patentear o produto obtido. Assim, se ao final do projeto forem obtidos carotenoides com alto rendimento e atividade antioxidante, e a produção dos mesmos se mostrar viável como se imagina, é provável que tenhamos um produto a ser comercializado”, disse Torres.

Projeto
As leveduras são fungos formados por apenas uma célula. Isolar as leveduras significa cultivá-las fora do seu ambiente natural, ou seja, em meio de crescimento sintético que simula o ambiente natural. Assim, as leveduras utilizadas nessa pesquisa serão cultivadas em placas de Petri (vidraria de laboratórios) e depois de cultivadas, serão identificadas por espécie e então armazenadas para produção dos carotenoides.

Fonte: UOL